O pecuarista e amigo de Lula José Carlos Bumlai, preso na Operação Lava-Jato, deixou Curitiba para prestar depoimento, na tarde de terça (1), na CPI do BNDES. Um dos requerimentos solicitando sua convocação foi apresentado pelo deputado federal Miguel Haddad (PSDB), primeiro vice-presidente da Comissão, que fez duros questionamentos a Bumlai.
“O senhor acha que a sua prisão no mesmo dia em que estava marcado seu depoimento na Câmara foi coincidência?”, questionou Miguel, já que Bumlai deveria ter comparecido à CPI no último dia 24, quando foi preso, em Brasília. O deputado também indagou se o papel dele era de operador com participação ativa em operações fraudulentas envolvendo a Petrobrás.
Repetindo que seguia orientação dos advogados, Bumlai passou todo o tempo calado, desabafando apenas ao final ao dizer que alteraram seu nome e que hoje se referiam a ele como “amigo de Lula” e não como “José Carlos”.
“O governo do PT é o governo com maior envolvimento em corrupção da história deste País. É um mar de lama. Todos os dias temos novas prisões e denúncias. As delações premiadas vão mostrando o mar de corrupção em que o País está envolvido. Esta é a realidade. Temos hoje um País de joelhos, em que cresce o desemprego, a inflação, e que alguns ganham enquanto milhões de brasileiros estão aí à deriva. Esta é a gestão do PT”. Miguel tem trabalhado para evitar que a CPI, como quer os governistas, seja encerrada este mês. “Ainda há muito o que apurar. Tanto que cada convocação exige um esforço imenso para ser aprovada”.

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