Em início de ano eleitoral, o desejo de qualquer prefeito é estar com canteiro de obras a pleno vapor para as tão esperadas inaugurações e entrega de espaços e serviços muitas vezes aguardados pela população, que tanto representam seu desempenho como administrador. No entanto, a crise econômica atingiu em cheio esses planos e até nas grandes cidades, que em tese, seriam menos vulneráveis à recessão, já é possível constatar que os investimentos despencaram até 90%. Capitais como Natal, Campo Grande, Belo Horizonte e Curitiba enfrentam uma situação delicada, agravada ainda mais pela crise política. Os relatórios entregues pelos prefeitos das capitais ao Tesouro Nacional no início de dezembro de 2015 revelam que 14 das 22 prefeituras que apresentaram seus balancetes fiscais investiram menos em 2015 do que em 2014. As maiores quedas ocorreram em Natal (89,8%), Curitiba (63,7%) e Vitória (46,4%). Se o quadro nas capitais não é nada animador nas pequenas cidades chega a ser crítico, pois a desaceleração atingiu prefeituras de todos os portes. Nas grandes e pequenas cidades obras importantes estão paradas e os prefeitos estão sendo obrigados a agir com cautela por que o Governo Federal “fechou a torneira” para liberação de recursos. De olho na crise os gestores precisam combinar o cuidado das despesas com o esforço para melhorar a arrecadação e ao mesmo tempo tentar atender a expectativa da população, tarefa nada fácil. Os efeitos da crise nem sempre são bem entendidos pelos eleitores e quase sempre são arma de ataque na mão dos adversários políticos que oportunamente transferem toda a responsabilidade para a figura do prefeito da cidade, tentando assim enfraquecer sua imagem aos olhos do eleitor, e isso, às vésperas do pleito. Além disso, muito se confunde a crise econômica com crise política, embora entende-se que os temas estão quase sempre atrelados de alguma forma, é preciso fazer a devida distinção.Se para uns a crise dá espaço para o oportunismo político, para outros é grande a preocupação, principalmente quando se fala em saúde e serviços de primeira necessidade. Esta é a situação enfrentada por muitos prefeitos em todo Brasil, a dura tarefa de driblar a crise para entregar as obras iniciadas e continuar atendendo sua população e ainda contornar as manobras políticas de seus adversários, um grande desafio em ano eleitoral.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Crise em ano eleitoral um duro desafio para os prefeitos
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